Discussão:OrganizacaoDistribuida

Origem: CoLab


Sugestão 1.0 para modo de operação

Doador

- Entra e lista itens, optando se a oferta é restrita aos metarecicleiros ou aberta a todos os agentes cadastrados no site

- Itens entram em leilão a ser pago em moeda social

- Caso algum item seja transacionado, recebe o valor acertado em moeda social

- Com a moeda social, pode adquirir outros itens dos metarecicleiros ou agentes cadastrados

Metarecicleiro

- Participa do site comunitario e é remunerado em moeda social pelas atividades no site (blog, tutoriais, comentarios, faxina, etc)

- Escolhe itens e da' lances nos leilões

- Caso vença algum item, paga o valor em moeda social

Outros agentes

- Oferecem produtos e serviços (logística, alimentação, vestuário, hospedagem, impressão, artesanato, webdesign, etc) e recebem em moeda social

- Podem dar lances em ofertas de outros agentes ou metarecicleiros

Administradores

- Injetam ou resgatam no sitema, mercadorias e serviços q são transacionadas pelas moedas sociais (itens de grande atração, subsidiados por dinheiro oficial, para atrair usuários ao sistema da moeda social ou enxugar/estimular abundancia da moeda social circulando no sistema).

--|// Tupi 18:20, 22 Jul 2005 (CEST)

Conteúdo

Recomentando

Fala, Tupi.

Só umas coisinhas: não sei se existe diferença entre "metareciclador" e "agente cadastrado". Não vejo limites no grupo metareciclagem.

Sempre me pergunto como se comporta a longo prazo uma economia baseada em moeda social. Se tem mais gente produzindo, deve ter mais moeda disponível, não? Mas isso não faz desvalorizar o de todo mundo? Digo, faz sentido a longo prazo ter uma virtualização do valor de troca em um sistema totalmente aberto? Acho que isso se responde diretamente, mais gente produzindo não leva a deflação justamente porque o "produto total" aumenta.

Sei lá. Alguma coisa não encaixa. Algum tipo de moderação coletiva precisa existir, ou não? Se sim, isso significa algum grau de escassez: esquema slash, em que quem distribui pontos perde os que tem, e somente quem tem pode distribuir? Começar com um grupo fechado que tem pontos suficientes para distribuir para os recém-chegados? Como e quando criar mais moeda? Ter uma classe especial de usuários "hubs" ou "articuladores" ou "catalisadores" que têm permissão de criar valor do nada para atribuir a algum item?


FelipeFonseca

Indo mais

Talvez, talvez, talvez, isso se resolva com uma coisa que eu não pensei antes: entrar no negativo. Eu posso efetuar uma troca de produto ou serviço por moeda social, ou então posso distribuir pontos por ações de outros usuários mesmo sem ter nenhum saldo: posso ficar "negativo", e depois recuperar.

Ou pensar em cada usuário entrando não em ponto morto, mas com, sei lá, 10 pontos. Cada novo nó na rede aumenta o valor geral dela, com um sentido diferente do que o HD já avisou que não funciona.

FelipeFonseca

Metarecicleiros, Conta negativa e Inflação

Falai' Felipe, metarecicleiros indo além do esquema do computador é mil graus. Se pam a unica hieraquização dos membros seja a reputação (qtd de moeda social q possue) e auto avaliação entre os membros do sistema.

A idéia da conta negativa tb é bem louca, tipo já trombei com tiozinho defendendo o mesmo (se eu achar o link adiciono aqui), tipo se pam representa o grau de interação do individuo no coletivo (se ele dá mais do q recebe, vice-versa), sem excluir do sistema.

Outra conversinha de teorico de moedas sóciais é a inflação, tem tiozinho q defende a desvalorização das moedas para desestimular a poupança e acúmulo. Obrigando maluco a gastar e interagir, sem aquela neurose de "ficar rico", valorização por juros, uscambau. Tipo, a chave é a abundância da moeda, não a escassez (q cria a desigualdade encontrada nos sistemas das moedas oficiais governamentais).

--|// Tupi 07:32, 24 Jul 2005 (CEST)

Renda básica

O esquema de cada usuário ganhar moeda social só pelo fato de se logar, cadastrar, uscambau tb tá valendo.

Liga q nos clube de trocas a levada é mais ou menos essa. Se maluco topar transacionar bens e serviços aceitando a moeda social, só por isso ele leva x moedas.

Se pam tb tá valendo pagar salário esquema teoria da renda básica, ligeiro pode inflacionar o sistema mas se tiver oferta de bagulho dahora ou exclusivos da comunidade, q gere interesse e faça crescer o olho da molecada, 1-2 pode virar.

Nessa levada o esquema de leilão pra determinar os preços dos itens pode ser mais justo. Qto maior a abundância da moeda, maior os lances. Tipo, o preço fixo ia premiar a ligeireza, o preço variável, a reputação.

--|// Tupi 07:38, 24 Jul 2005 (CEST)

Historinha do Banco Palmas

Se pam a correria exemplo de implantação e sucesso de moeda social aqui em pindorama seja o banco Palmas no Ceará.

Tipo, milianos li q eles começaram assim.

Conseguiram doações a fundo perdido em moeda oficial e adquiriram bens de capital q achavam atrativos para os empreendedores da comunidade Palmas. Bens tipo: geladeira, cortador de frios, moveis, serviços de manutenção, pintura, xampu, secador, etc q se pam interessavam a donos de mercadinhos, bares, restaurantes, cabelereiras, pizzarias, taxistas, uscambau.

Eles "vendiam" esses bens para receber em parcelas pagas com moeda social. Assim, tiozinho dono do restaurante começava a aceitar a moeda social pra pagar as parcelas.

O banco tb podia "comprar" da comunidade bens e serviços pagos com a moeda social, já q maluco q aceitava a moeda sabia q podia gastar no restaurante ou mercadinho da comunidade. Depois foi só dar linha na pipa.

--|// Tupi 07:53, 24 Jul 2005 (CEST)

Historinha do Legal

Liga q milianos trombei com reportagem sobre moeda social e microcrédito onde reporter teve o dom de lembrar da implantação e interrupção da moeda alterativa Legal pelo governo do estado de SP nos anos 80.

Tipo, a moeda Legal era pra substituir esmola dada em farol. Tiozinho recebia a moeda nos postos de gasolina e podia distribuir pra molecada qdo parasse no farol.

A moeda Legal podia ser convertida em bens e serviços atrativos pela molecada: brinquedo, roupa, tenis, lanche, uscambau. As lojinhas funcionavam tb pra acolher e trocar uma idéia com a molecada pra se pam encaminhar pra escola, albergue, daquele jeito.

Tiozinho q dava a moeda não ficava com aquela conversinha q moleque levava esmola pra gastar em crack, sustentar pai pinguço, aquele embaço.

O reporter caguetou q deram baixa no projeto pq banco central cresceu o olho e viu como ameaça ao sistema monetário. Se pam tb era tempo de hiperinflação e os preços na moeda social era estável. Sei lá, milianos. É muita treta.

Mas tipo, tá valendo o exemplo da informação sobre a moeda tb ser valor. Maluco paga um pau em transacionar e acumular a moeda tb pra pagar uma de benemerente, vanguardista ou alternativo.

--|// Tupi 08:04, 24 Jul 2005 (CEST)

Comunidade

Bem caras

Acho que estamos pensando nos recursos do ponto de vista exclusivamente monetário. E acho que é um pouco mais que isso. Há uma moeda no que propomos. Mas sinto que isso é tão vazio como qualquer outra moeda. Me parece que tememos um pouco o que vai ser feito desses "recursos". Isso vai acabar gerando especulações do tipo, quanto vale mais? um "metarecicleiro" ou seis computadores...?

Acho bobagem partirmos daí, porque isso acaba partindo de um descompromisso com as pessoas e com os processos.

Pensemos assim:

Inventariamos os recursos de todas as redes que efetuam metareciclagem. Consensuamos que estes recursos estão disponíveis a todos. Acompanhamos estes processos, orientando-os. Vemos com as comunidades as suas necessidades e junto com eles buscamos soluções locais de obtenção dos mesmos. Contamos com os recursos que compartilhamos, como se fossem secundários, a princípio. Porque a comunidade precisa compreender como obter os recursos também, ou tenderá a esperar que nós o arranjemos para eles (ou pior que isso, que um banco, partido ou governo o faça). Partindo dos recursos que obtivermos e dos que dispomos, criamos com as comunidades os espaços que necessitamos, empregando estes recursos da melhor maneira (em consenso com esta comunidade e com a rede metarecicleira, já incluindo a comunidade como participante deste conjunto).

Os recursos excedentes para a comunidade entram no banco de recursos comuns e novamente são submetidos a este processo.

Isso implica num comprometimento mais profundo com as comunidades que orientamos. Mas creio eu que deve gerar mais autonomia.

Amigos, não devemos temer a perda das máquinas neste processo. Não nos esqueçamos que, na maior parte das vezes, estamos lidando com LIXO de alguém. E lixo é sempre fácil de arrumar. O desafio é gerar autonomia nos grupos. Isso é que é bacana!

Não partimos de supostos agentes de metareciclagem, atuando como representantes daqueles que não o fazem. Trabalhemos para colocar todos em situação de consensuarem qual a melhor forma de utilizar os recursos e estaremos capacitando esta pessoa como agente de metareciclagem, independente do seu conhecimento técnico a priori.

Partimos das pessoas e dos comprometimentos. E não dos recursos econômicos.

Temos uma boa poupança de máquinas. É hora de partilhar isso com aqueles que tenham um plano claro de como usá-las. E se esses não o tem, elaboramos com eles esse plano de autonomia. Porque isso é mais importante do que as máquinas em si.

Bele?

Abraço

Djair

Comunidade?

Fala, djair. A idéia não é monetizar todos os recursos, e sim facilitar a dinâmica deles. A tua sugestão funcionaria se a gente tratasse de "nós" e "a comunidade". Mas por ser aberto, acho que "nós" abrange o mundo, plural de "nó" da rede. Se não temos um grupo fechado no qual as decisões são tomadas, se faz necessária uma estruturação da interação. Ou não?

FelipeFonseca


Comunidade? (2)

E se pam rolar gestão de tuxaua: ganha moeda social aquele que mais compartilhar. Remuneração por generosidade...

FelipeFonseca


Reciprocidade Faço algo a você para que você faça a outros

Você tem razão quanto ao "nós", Felipe. No Movimento usamos esse termos, chamado Reciprocidade. A idéia é a do compartilhamento como valor em si, quer dizer, eu faço algo a você para que você faça a outros. Tem um capítulo de um livro de um orientador do Movimento, o Jano, em que ele fala sobre o erro e a má fé. Acho que vou traduzir a parada e colocar aqui... Pode nos ajudar a sacar uma maneira de evitar a trapaça (é isso o que tememos, não é?) sem entrar na dinâmica do SISTEMÃO.

Djair

Trapaça

Se pam molecada zueira tem seu valor, tipo, imagina um sistema de abundancia e transparencia, com uma pá de moeda alternativa convivendo simultaneamente, correria de trapaça 1-2 fica sem sentido. Usuários auto avaliados, reputação, slashdot karma, backlinks, tudo no bolinho.

Esquema com informacao controlada, hierarquizada e restrita e' o ecossistema q deve dar origem a trapaça como reputação e privilégio. Monopolio da moeda, regulação, passaporte, burocracia, fronteira, ligeiro vira assinar 171 pra pagar de gatão nessa fita toda. 500 anos de extermínio.

Correrias livres, descentralizadas e abertas se pam maluco trapaceiro paga comédia a milhão. Sei lá, viajando...

Conta negativa

Tipo, imagina ze povinho desfilando com conta negativa, estilo o q o Fff rimou aqui antes. Se pam vira gueto, mas sem discriminar nem excluir do sistema, a não ser por vontade própria. No baile vai ter lagartixa desfilando de calça apertada, mas tá valendo, deixa quieto. Tipo a rima dos Racionais: "Playboy bom é chinês, australiano. Fala feio, mora longe, não me chama de mano."

Personal tools